Diagnóstico diferencial: Síndrome Dolorosa Miofascial

Síndrome dolorosa miofascial

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O que é a Síndrome Dolorosa Miofascial? 

A Síndrome dolorosa miofascial é um problema que atinge muitas pessoas que nem ao menos sabem que possuem a doença. Isso ocorre porque ela pode ser confundida com vários outros tipos de dores. Trata-se de uma dor no músculo que surge pela presença de pontos no corpo considerado gatilhos desta dor. Esses gatilhos ocorrem em locais bem delimitados.

Em alguns casos ele pode se manifestar como um nódulo ou um local onde o músculo se contrai de forma exagerada. Quando esse músculo é estimulado, ele causa dor, mas em uma área distante – o que os especialistas chamam de dor que “corre” para outro local. Por isso seu diagnóstico pode ser difícil de ser detectado. Em resumo, a dor em um único músculo pode se espalhar para outros lugares, confundindo o seu local de origem.

Os especialistas ainda não sabem explicar as razões, mas a Síndrome dolorosa miofascial, apesar de atingir ambos os sexos, costuma aparecer mais em pessoas acima dos 30 anos de idade. Segundo as últimas pesquisas da área, atletas e pessoas que fazem atividades esportivas de forma exagerada também são bastante atingidas.

Quais são os sintomas da Síndrome dolorosa miofascial

sindrome dolorosa miofascial fibromialgia

Os sintomas da Síndrome dolorosa miofascial não são fáceis de serem detectados justamente por parecer qualquer tipo de dor. O mais comum é a pessoa sentir uma dor em determinada região do corpo sobre as juntas ou músculos. A sensação é que ela está mal localizada – a dor não parece vir de um ponto específico e não conseguimos dizer exatamente de onde vem.

A Síndrome dolorosa miofascial geralmente costuma aparecer ou mesmo piorar quando a pessoa faz muito esforço físico. Ou mesmo alguma atividade que não está acostumada e que acaba exigindo demais do organismo. Depois que ela está instalada, pode surgir até mesmo quando a pessoa está em repouso. Isso ocorre principalmente quando a Síndrome dolorosa miofascial não é tratada precocemente.

O que causa a Síndrome dolorosa miofascial

neck pain

As causas da Síndrome dolorosa miofascial estão diretamente ligadas ao uso dos músculos. Quanto mais os músculos são exigidos em excesso, causando estresse, maiores os riscos de a Síndrome surgir. Por isso, certas atitudes aumentam a possibilidade de uma pessoa apresentar o problema. Como por exemplo, fazer movimentos repetitivos, ter um condicionamento físico inadequado, manter uma má postura diariamente. Alguns tipos de trauma e distensões musculares também podem fazer a Síndrome dolorosa miofascial surgir. Além disso, roupas apertadas e estresse emocional também podem fazer surgir ou piorar a doença.

Existem também algumas doenças pré-existentes que podem levar a Síndrome dolorosa miofascial surgir. A diabetes é a principal delas, mas doenças da tireóide , reumatológicas e neurológicas também aumentam as chances dela aparecer, assim como a anemia e a depressão. Outros fatores desencadeantes da doença são o apertamento e bruxismo dentário, alguns distúrbios endocrinometabólicos como hipotireoidismo e hipoglicemia, infecções sistêmicas, certos distúrbios comportamentais e distúrbios do sono.

Como é o tratamento da Síndrome dolorosa miofascial

Quem possui os sintomas da Síndrome dolorosa miofascial deve procurar um médico. Ele vai diagnosticar a doença fazendo um detalhado exame físico e ouvindo as queixas do paciente e avaliando o seu histórico. Raríssimas vezes é necessário a realização de algum tipo de exame complementar, como exames de imagem ou de sangue.

O primeiro passo para tratar a Síndrome dolorosa miofascial é identificar o fator que causou o problema – ou os fatores. É fundamental identificar certos movimentos repetidos durante o dia-a-dia e vícios de postura. Geralmente elas são as principais causas da síndrome. É necessário corrigir esses fatores.

Também é importante o alívio do desconforto e da dor. Para isso, muitas vezes é usado medicamentos, fisioterapia e acupuntura para ajudar na reabilitação. Até que a dor melhore, é fundamental evitar toda e qualquer atividade que envolva o músculo, principalmente as que tenham sobrecarga sobre ele.

Justamente por conta disso o médico vai sugerir um período de repouso do local atingido pela síndrome. É importante respeitar esse período, não ficando nem mais nem menos tempo para que o problema não piore.

É possível tratar a Síndrome dolorosa miofascial com algumas medidas não farmacológicas. Uma delas é eliminar os pontos considerados gatilhos de dor. Para isso, é possível a utilização de agulhamento com lidocaína. Esse tipo de tratamento só não é adequado quando o paciente apresenta certos distúrbios hemorrágicos ou faz uso de anticoagulantes. Se ele apresentar infecção sistêmica ou local, alergia ao tipo de analgésico que será utilizado (geralmente a lidocaína), medo intenso de agulha ou trauma muscular, também é aconselhado que não se faça o agulhamento. O médico também pode sugerir o uso de um pulverizador tópico de ação congelante, como o cloro etílico ou o fluorometano, e ainda realizar o estiramento do músculo afetado.

Alguns meios físicos como a massagem, a eletroterapia, o calor e a crioterapia podem ajudar bastante não só no alivio da dor como também no tratamento em si. A tradicional fisioterapia entra nessa lista com tratamentos como cinesioterapia e o alongamento muscular no sentido contrário à ação do músculo. Mas o que cada vez mais está sendo procurado pela eficácia que apresenta é a acupuntura. De a cinco a dez sessões semanais com durante entre meia hora e uma hora são excelentes para se ter um resultado rápido. A acupuntura também pode ser realizada combinada com outros tipos de tratamento para potencializar e agilizar os resultados.

No caso do médico avaliar que o paciente apresenta distúrbios do humor, ele pode sugerir um suporte psicológico paralelamente ao tratamento físico. Geralmente são realizados procedimento cognitivo-comportamentais e sistemas de biofeedback, sendo que de seis a doze sessões semanais costuma ser suficiente.

Em alguns casos de Síndrome dolorosa miofascial é necessário o uso de medicamentos para aliviar a dor e assim agilizar o tratamento – já que esse só pode começar quando o paciente não apresenta mais desconforto na área atingida pela doença. Nesse caso, geralmente os especialistas sugerem o uso de analgésicos e anti-inflamatórios não estereoidais. Quando ocorrem espasmos musculares, dores lombares, cervicais ou da ATM, é aconselhada o uso de relaxantes musculares para resolver o problema. Dependendo das razões que fizeram surgir a Síndrome dolorosa miofascial, do histórico do paciente e seu contexto de vida, o médico pode avaliar e achar necessário a introdução de certos medicamentos como antidepressivos, anticonvulsivantes, tinadizina ou até ciclobenzaprina (relaxante muscular).

Os tratamentos propostos podem ocorrer em fases diferentes ou paralelamente, dependendo da extensão da Síndrome dolorosa miofascial, das causas que fizeram surgir o problema e da resposta do organismo de cada paciente. É importante respeitar os medicamentos e tratamentos propostos, assim como as quantidades e tempo de duração, não parando o tratamento na metade com o risco do problema retornar ou até mesmo piorar. Por isso, siga o tratamento corretamente, informando ao seu médico como a cura se desenvolve.